A celebração dos 150 anos da Amorim foi o mote para a mudança de logomarca, uma renovação desenvolvida pelo Atelier Eduardo Aires, cuja abordagem cria uma ponte entre a dimensão patrimonial do passado e a visão de futuro da Amorim.
Com simplicidade e elegância, a nova imagem integra todo o capital histórico da empresa, ao mesmo tempo que inaugura, claramente, um novo capítulo. A partir da marca mãe Amorim, aglutinadora de diversas atividades, desenvolve-se um sistema visual cuja consistência permite a sua integração e articular todo o universo do grupo.
“No momento em que comemoramos 150 anos, sentimos que tinha chegado a altura de refundar a marca, com uma visão mais atual e representativa da ambição temos para o futuro.” declara António Rios de Amorim, CEO da Corticeira Amorim. “Na proposta do estúdio Eduardo Aires cativou-nos a simplicidade e, imediatamente, revimo-nos no pragmatismo desta nova imagem. Condensa, com elegância e sobriedade, os valores que nos representam: longevidade, ambição, orgulho, discrição, atitude, e sobretudo a paixão por um material tão único e nobre quanto a cortiça.”, conclui.
Com o rebranding, explica Eduardo Aires, “Procurávamos uma nova imagem que fosse não apenas tradutora do enorme valor e capital da Amorim, como também produtora, desse mesmo valor. Uma imagem renovada, sintetizada, eficaz, simbólica e económica. Uma imagem capaz de honrar o passado e imaginar o futuro.”
Para além do grau de iconicidade, a proposta gráfica acrescenta um nível de leitura simbólica. “A forma em que o quase central ‘O’ de Amorim é traduzido representa o abraço da cortiça ao tronco do sobreiro, e nesse gesto também o cuidado e a atenção que a produção e extração desta matéria prima implicam.” refere Eduardo Aires “A dimensão humana, o respeito pelos termos e condições do ecossistema natural, o alinhamento com os objetivos globais de desenvolvimento sustentável e a articulação com os ritmos do território são outros significados que esta forma condensa.”
O sobreiro, a origem do ciclo da cortiça, é a grande referência. A ideia, explica Eduardo Aires, “era criar uma síntese da forma que permitisse evoluir da logomarca pré-existente de representação da árvore para um elemento mais depurado, renovando e adequando-a à atualidade”. O designer realça ainda a forte ligação à sustentabilidade traduzida na proposta: “A imagem conta com o círculo como elemento representativo da economia verde, circular, valor que implícito à exploração da cortiça.” Da cor à fonte tipográfica
A escolha da cor institucional foi em grande parte determinada pelo património cromático da imagem pré-existente, com base na ideia de equilíbrio entre a conservação desse capital histórico e a conveniência de introduzir alguma demarcação, assinalando também com a cor a operação de rebranding a que a Amorim se propôs: uma imagem capaz de honrar o passado e imaginar o futuro.
O tom da anterior identidade, capturado pela proximidade dos verdes que identificam o ecológico, o biológico e o orgânico, foi substituído por uma cor mais abrangente, que à perceção do verde soma a do azul.
Neste quadro de renovação, a tipografia mereceu uma atenção particular. Deste modo, a equipa do Atelier Eduardo Aires desenvolveu para a Amorim uma tipografia original, a Amorim Serif, em si mesma representativa da identidade da empresa.
A Amorim Serif é a fonte tipográfica da empresa, cumprindo por isso um papel mais institucional e representativo. Evolui a partir da forma tipográfica da identidade anterior, respeitando o seu carácter clássico e serifado. Preserva o necessário conservadorismo esperado de uma empresa histórica, reformulado à luz de critérios de adaptabilidade, legibilidade e contemporaneidade. A Amorim Sans, mais funcional, é desenhada em complementaridade, com o intuito de garantir soluções de adaptação aos diferentes suportes, formatos e exigências da comunicação das várias empresas do grupo.